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O governo prepara-se para tentar congelar os aumentos na Função Pública, invocando para este facto o estado difícil da economia e das finanças públicas do País.
Os TSD estranham e discordam totalmente dessa política do governo. Não porque sejam insensíveis à realidade económica e financeira nacional, mas porque o PS e o seu governo, até Setembro do ano passado, altura das eleições legislativas, sempre transmitiram aos trabalhadores e aos portugueses a ideia de que a situação do País estava a recuperar, quando sabiam não ser verdade e que estavam a mentir intencionalmente por causa das eleições.
O ano passado, pelos vistos também por ser ano de eleições, o
governo aumentou os funcionários públicos em 2,9%, sustentando esse
facto na melhoria das contas públicas e nos sinais de que o pior da
crise já tinha passado.
Afinal, sem que novos factos
relevantes tenham ocorrido em termos internos ou internacionais, o
governo parece ter descoberto agora, e só agora, que os funcionários do
Estado não podem ser aumentados este ano.
Pior, os efeitos
desta política do governo socialista vão reflectir-se negativamente nas
políticas salariais de outros sectores de actividade, significando mais
apertos nos magros orçamentos familiares dos portugueses.
E
será que são os salários, de facto, que fazem aumentar a despesa? Ou,
pelo contrário, a aquisição de bens e serviços correntes na
Administração Central tem uma responsabilidade maior?
Os TSD
manifestam a sua indignação com esta forma de governar, na base da
mistificação, e esperam que o governo e os seus porta-vozes não
promovam mais uma campanha negra contra os funcionários públicos, como
costuma fazer nestas circunstâncias, para virar a opinião pública
contra eles.
Lisboa, 14 de Janeiro de 2010
O Secretariado Executivo
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