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Congelamento salarial na Função Pública confirma a face mistificadora do Governo |
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Comunicado
Depois de afirmar, há dias, que os aumentos salariais na Função Pública seriam em linha com a inflação, não havendo por isso ganhos reais nem perdas dos salários, ontem o Ministro das Finanças veio dar o dito pelo não dito e anunciar o congelamento salarial, em 2010, para os trabalhadores do Estado.
Não nos surpreende esta forma do governo fazer política, porque já estamos habituados à sua falta de coerência e de verdade.
É um escândalo, que até Setembro, o PS, o Eng. José Sócrates e o
governo tenham afirmado reiteradamente aos portugueses que as contas
públicas e a dívida externa estavam controladas, e que a economia
nacional já tinha ultrapassado o pior e já estava em fase de
recuperação, e agora venham apresentar um Orçamento do Estado que
desmente completamente aquelas declarações.
É uma vergonha, que as vozes que se ergueram na denúncia da gravidade
das contas públicas e da situação económica, financeira e social do
país, como foi o caso da líder do PSD, tenham sido violentamente
atacadas e acusadas de catastrofistas e de quererem meter medo aos
eleitores - quer por parte do PS quer por parte dos inúmeros
comentadores e “especialistas” nos vários órgãos de comunicação social,
então apostados em branquearem a governação socialista - e agora não
haja uma única voz a reconhecer que esconderam a verdade aos
portugueses.
É uma tristeza, que os portugueses tenham um governo que lida melhor
com a mistificação do que com a realidade e o rigor, e os fazedores da
opinião pública promovam a cultura da resignação em conivência com o
poder socialista estabelecido.
Os TSD estão hoje, como estiveram no passado, pelos vistos ao contrário
do governo, bem conscientes das consequências para a economia e para os
portugueses das “políticas espectáculo” do governo socialista. Travar o
rumo para o precipício e impedir que Portugal se transforme numa 2ª
Grécia é um imperativo nacional e a todos obriga.
Mas impõe-se que o governo se retrate. Impõe-se que o governo explique
porque é que mentiu aos portugueses antes das Eleições Legislativas, e
como é que um défice público que em Setembro o governo avaliava em
5,9%, em apenas três meses disparou para quase o dobro – 9,3%.
Esta prática política do governo retira-lhe qualquer credibilidade e não pode oferecer qualquer confiança ao País.
Os TSD rejeitam o congelamento salarial na Função Pública, não aceitam
que o governo anuncie essa decisão sem qualquer negociação com os
Sindicatos e consideram que a despesa com a actualização salarial da
Função Pública será menor do que os encargos resultantes com a
sistemática subida na aquisição de bens e serviços correntes na
Administração Central.
Os TSD vão reunir no próximo sábado o Secretariado Nacional para avaliar a situação e estudar medidas a adoptar.
Lisboa, 27 de Janeiro de 2010
O Secretariado Executivo
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