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Desemprego sobe mas o Governo faz de conta PDF Imprimir e-mail

 

Comunicado  

Os números do desemprego ontem divulgados pelo IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional, são suficientemente claros e objectivos para dispensarem qualquer interpretação justificativa – o desemprego registado aumentou 18,1%, comparativamente ao mês homologo de 2009, e 1,9% quando confrontado com o mês anterior.

Por outro lado, estavam registados nos centros de emprego 571754 desempregados, enquanto o número de pedidos de emprego se situava em 666255.

Do ponto de vista evolutivo, comparativamente a Março de 2009, o desemprego aumentou em todos os grupos profissionais, com excepção dos “profissionais de nível intermédio do ensino”.

Portanto, sem quaisquer artifícios, infelizmente e objectivamente, o desemprego subiu e hoje há mais pessoas no desemprego.

Perante estes factos o governo actua da pior maneira: não reconhece o agravamento do desemprego e, pelo contrário, o Secretário de Estado do Emprego procura fazer passar a ideia de que há mais ofertas de emprego.

Também ontem, na Assembleia da República, o Ministro da Economia, questionado sobre o prometido Pacto Social para o Emprego, faltou à verdade quando respondeu que a sua discussão já estava agendada para a reunião do próximo dia 26 de Maio, do Conselho de Concertação Social, quando até hoje nenhum parceiro social foi informado dessa agenda.

Esta conduta do governo face ao problema do desemprego é muito preocupante, porque parece óbvio que não quer assumir publicamente a dimensão desse grave problema, o que significa que não está a encarar todas as medidas possíveis para o enfrentar.

Depois, quando o Secretário de Estado valoriza o hipotético aumento da “oferta de emprego”, não nos parece credível que este factor possa significar qualquer redução do desemprego, já que com a economia parada, a crescer 0,3%, é tecnicamente impossível criar-se mais emprego do que aquele que é destruído.

É nesse sentido que os TSD manifestam a sua profunda preocupação pela subida do desemprego, que estamos certos vai continuar a agravar-se se não houver uma inversão da situação económica, mas mais preocupados ficam com a insensibilidade do governo para o problema social mais grave do País e os seus esforços em esconder a real dimensão do mesmo.
 
 

Lisboa, 22 de Abril de 2010.
 
 
 

O Secretariado Executivo