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O
Secretariado Nacional dos TSD, hoje reunido, analisou a actualidade
política, económica e social do País, aprovando as seguintes
conclusões:
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O Programa
Novas Oportunidades
foi apresentado pelo governo (...)
(...) mesmo agora na campanha eleitoral e
com uma faustosa promoção publicitária, como um exemplo das boas
políticas na área da educação e formação.
Este programa arrancou
em 2005 e tem por objectivo certificar,
até 2010, um milhão de adultos
com diplomas do ensino básico e secundário.
Até agora, segundo a
comunicação social, apenas
300 mil alunos
foram certificados. O que, para o Programa cumprir a meta do milhão,
é necessário que no próximo ano sejam certificados 700
mil alunos.
Ou seja, é
necessário que, num só ano, sejam passados mais do dobro dos
diplomas que foram emitidos em 4 anos!...
Pelo que iremos
assistir a uma
de duas coisas:
ou não é cumprido o objectivo que o governo tanto badalou e
publicitou; ou os socialistas vão dar instruções aos responsáveis
do programa para martelarem
os números
e baixarem os níveis de exigência, para assim tentarem chegar ao
número mágico de um milhão.
Em qualquer das
circunstâncias, para os TSD e para os portugueses, é muito claro
que também neste Programa, que o governo não teve escrúpulos em
instrumentalizar na campanha eleitoral, uma
coisa são os anúncios, outra bem diferente é a realidade concreta.
-
Em termos económicos,
começam a surgir posições de organismos especializados, nacionais
e internacionais, a anunciarem o começo da superação da crise,
mas, ao mesmo tempo, todos prevêm o agravamento do desemprego para
2010.
De um modo geral, as
expectativas são negras para Portugal
- o
desemprego pode chegar aos 11% e aos 700 mil desempregados.
Esta situação deve obrigar o governo a tomar
medidas realistas e que tenham efeitos imediatos ao nível da
economia real, apoiando as micro, pequenas e médias empresas, e não
enveredar pelo “show off” dos grandes projectos,
que só têm efeitos daqui a meia dúzia de anos e que apenas
interessam aos negócios das grandes construtoras.
-
Os portugueses
decidiram, no passado dia 27 de Setembro, a composição do futuro
Parlamento e o governo para a próxima Legislatura.
Os resultados
eleitorais ditaram a derrota da arrogância e do autoritarismo que
marcaram a prática política da actual maioria absoluta socialista e
apontam para uma solução governativa minoritária ou de coligação.
Os portugueses desejam
um governo
moderado e capaz de desenvolver o País
e resolver os problemas da economia e das pessoas.
Os TSD esperam que o
próximo governo dê prioridade
ao relançamento da economia e ao combate ao desemprego,
em diálogo e concertação com os representantes dos trabalhadores e
empresários, comportamento que o actual governo sempre desprezou.
Lisboa,
03 de Outubro de 2009
O
Secretariado Nacional
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