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Os TSD estranham a surpresa da Ministra do Trabalho sobre os números do desemprego |
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COMUNICADO
A Ministra do Trabalho manifestou ontem a sua surpresa com os números do desemprego em Portugal e os TSD estranham essa surpresa.
De facto, as declarações da titular do Ministério do Trabalho só demonstram que não acompanha nem conhece a realidade do País na área económica e do emprego.
Para o governo só contam, pelos vistos, os desempregados das grandes
empresas e que são objecto de notícia na comunicação social. Os
trabalhadores provenientes das micro e pequenas empresas de todos os
ramos de actividade, que todos os dias engrossam às centenas o número
de desempregados, passam ao lado das atenções do governo.
Os números do desemprego são essencialmente resultantes da falência e
encerramento de micro e pequenas empresas, que não aguentam as
consequências da crise e que o governo nunca tomou medidas concretas
para apoiar este segmento do nosso tecido empresarial.
Os números do desemprego mostram que as políticas de apoio às PME’s,
repetidamente anunciadas pelo governo, falharam. Como se previa e como
sempre alertamos.
Mas, infelizmente, os números reais do desemprego em Portugal não são apenas os que ontem vieram a público pelo INE.
Há muitos desempregados que já não acreditam nos serviços públicos de
emprego e não se inscrevem no IEFP; há milhares de pessoas que
trabalham meia dúzia de horas por semana e não são contabilizadas como
desempregadas; há milhares de desempregados que estão integrados em
acções de formação profissional ou de baixa médica e que não contam
para as estatísticas do desemprego. Ou seja, os números reais do
desemprego em Portugal ultrapassam claramente os 600 mil e rondam os
11%.
O governo tem obrigação de conhecer estes números e esta realidade.
Por isso, os TSD estranham a surpresa da Ministra do Trabalho pelos
números do desemprego, porque os que ontem foram divulgados ficam aquém
da realidade e, se o governo insistir nas suas políticas erradas,
seguramente que o resultado vai ser o agravamento do flagelo do
desemprego.
Lisboa, 18 de Novembro de 2009
O Secretariado Nacional
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